"Nos próximos dias, o mundo vai assistir a uma queda de braço que, para além de alavancar bilionários movimentos especulativos nos cassinos globais, começará a redefinir o futuro da crise.
Com a fragorosa derrota que os partidos submetidos aos ditames da tróica - União Européia, Banco Central e FMI - e a provável ascensão ao poder dos que se recusam a continuar a mandar os gregos para o matadouro, cada lado deve esticar, ao máximo, a corda.
Os eleitos pelo povo grego se verão sob forte pressão, sendo chantageados pela ameaça de expulsão da Zona do Euro, pela volta da dracma, pela explosão da inflação, por frenética corrida aos bancos, sem falar no tribunal da mídia.
Se mantiverem a firmeza e o apoio da população grega, poderão demonstrar, porém, que os seus adversários têm muito mais a perder, porque o 'efeito dominó' da saída da Grécia do euro não termina na quebra de Itália e Espanha, o que já seria suficientemente catastrófico.
Suas repercussões devem ir muito além do outro lado do Atlântico, atingindo 'bancões' estadunidenses abarrotados em credit default swap (CDS) de seus congêneres europeus.
Essas três palavras na língua de Obama representam um seguro comprado por bancos desejosos de terem suas estripulias nos cassinos globais, como aplicações em títulos, públicos e privados, de retorno duvidoso, cobertas por outras instituições financeiras.
A maioria dos detentores dos CDS dos bancos grandes demais para quebrar da Europa estão nos EUA.
Há a suspeita, ainda, de que muitas instituições financeiras européias sequer adquiriram CDS para garantir suas aventureiras financeiras. O lado positivo disso é que os 'bancões' dos EUA seriam menos atingidos pela temporada de quebradeira da Europa.
O negativo é o total da conta a ser pago por governos instados pelo mercado financeiro a aprofundar medidas de 'austeridade' contra seus próprios povos, teriam uma conta ainda mais impagável a cobrir, a não ser com emissões inimagináveis em euros pelo Banco Central Europeu (BCE)."
14/05/2012 | Eduardo Sander Enquanto isso, há 64 anos...
...Charles De Gaulle, um dos grandes heróis franceses, vaticinava, ao fim da II Guerra Mundial:
Reprodução
"O liberalismo tornou-se inconcebível, insuportável para o mundo e especialmente para a França hoje. O velho liberalismo não é o caminho econômico e social para a França. A questão social tem de ser colocada em primeiro lugar. Os povos têm direito de dispor inteiramente de si, não para enriquecer oligarquias internas e externas. Para libertar o homem".
13/05/2012 | Eduardo Sander Falta alguém no Dia das Mães
O texto a seguir é da Amiga do Pato Ariane Freire.
Ela traduziu, com perfeição e maestria, a dor sentida pelos filhos neste dia tão especial e triste ao mesmo tempo.
Mamãe, meu amor, de onde você estiver, saiba que eu jamais deixarei de te amar. Obrigado por tudo!
Arquivo pessoal
"Hoje habitas as Mansões Celestiais, entre Anjos e Mestres.
Comungas com o Criador nas Esferas Superiores onde o Amor e a Luz são uma prece.
Caminhas por entre universos que não podemos compreender e esperas nossa chegada para um abraço sublime, cercando-nos de Paz.
Foste nosso chão, nosso céu e tua ausência dói na eternidade de nossos dias.
Mas na mortalidade de nossos templos, sei que o caminho será ao teu encontro.
Hoje é teu dia e teu dia, são todos os dias.
Minha linda Mãe, Amiga e Cúmplice.
Se eu pudesse ver de novo a tua face, eu seria a mais feliz de todas as pessoas!
Iria te pedir que jamais partisse, pois contigo levaste parte de minha Alma.
Porém sempre lembrarei o que deixaste comigo, pois me ofereceste o maior de todos os milagres – A Vida, a maior de todas as heranças – O Amor, e me ensinaste a maior de todas as virtudes – A dignidade!
A Maternidade comunga com as idéias de Deus!
A maternidade vai para além dos filhos, abraça os netos e bisnetos!"
Da coluna Fatos & Comentários, no Monitor Mercantil:
"Comentário, entre ferino e desiludido, de um economista amigo da coluna: Um marciano que descesse em Paris em plena campanha e olhasse os dois programas de governo - o do Hollande e o do Sarkozy - não conseguiria em absoluto entender qual seria a diferença entre eles.
Você vai ver o desastre que vai ser seu (de Hollande) governo. Vai fazer um governo mais à direita e com mais austeridade do que o que se propunha a fazer o Sarkozy, anote o que estou dizendo, até para provar que é confiável para os mercados.
E prevê: Ele vai levar o PS a ficar afastado do governo pelos próximos 20 anos, depois do término do seu mandato...
Finalmente, conclui: Vem uma crise por aí, a situação econômica da França é muito difícil e o Hollande não tem propostas consistentes. Os preços dos imóveis vão cair - e muito, na minha opinião.
Já um analista político, menos pessimista, afirmou: Qualquer pessoa de esquerda deve estar aliviada com este resultado das eleições francesas. Não por Hollande ser algo muito especial. Talvez seja justamente o contrário, um Obama europeu. Mas pode significar algum sopro de novidade na mesmice do seu continente."